" A minha estrela é doida! Coube-me nas sortes a Estrela-doida!" - José A. Negreiros -

quarta-feira, dezembro 22, 2004

entretanto dele sabia de melhoras. pulmões. tabaco a mais.

indiferença natural de actor.
cura: cuidados e boa nutrição.

(não pensava em ti portanto nessa jornada de alentejos. lavava só os olhos na paisagem intensa.
durara o dia todo. voltávamos nem tristes nem alegres, pressurosos. havia que chegar ao charco na hora dos insectos).

mas.

setúbal, um pouco antes. avisei que tinha de parar para ver o mestre.

"a esta hora? que disparate! sabes lá onde está?! quase horas de jantar. nem penses" a filha da mulher. discurso sempre igual.

"sei o suficiente não está bem e não o vejo há tempo. eu fico. sigam vocês. conheço a estrada".

"que diferença nos faz? é só um bocadinho." o namorado dela.

parámos. fui ao café esperança ver de alguém que me falasse dele. encontrei.
o mais velho do grupo. ele também a dizer que estava melhor o mestre.




"encontraram-no com o carro parado na arrábida, um médico que o conhecia por sorte e que parou. diagnóstico errado do primeiro. era do coração a doença e tinha engordado. piorou. uma besta o primeiro!"

"eu vou lá!"

"não, não vás. ele está bem agora. e.... a mulher tem ciúmes..."

"dizes-me onde ele mora ou começo por aí a perguntar?"

"está bem, levo-te lá. mas não esperes ser bem recebida pela..."

eu queria lá saber! nem o ouvia já.

(sabia bem onde tinhas tu parado o carro.
quem tantas vezes olhara dali o mesmo mar contigo, não tinha estado lá para te apoiar... )

2 Brilhos:

Blogger Maria Branco disse...

Nada era mais importante que os teus olhos, encontrassem outros olhos, saber deles, e poder então descansar...
Um beijo grande...

12:15 da manhã

 
Blogger Madalena Pestana disse...

Um beijo grande, Maria, por teres acompanhado e entendido.

Linda!

9:21 da manhã

 

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