" A minha estrela é doida! Coube-me nas sortes a Estrela-doida!" - José A. Negreiros -

segunda-feira, dezembro 06, 2004

dia de estreia. o pai não chegava.

o meu trajar simples não tinha jogos de demora ao espelho. estava pronta cedo. nervosa. irritada depois, a cada motor que ouvia e não era o esperado.
o pai, homem sempre em correria. a não chegar a horas. naquele dia mais.

era noite já quando veio. entrei no carro. pedi pressa.

"ela e o mestre! vê lá se perdes dez minutos daquilo. eles começam bem sem ti..."

o coaxar das rãs. não queria ouvi-las. olhos fixos no no negro fora da janela.
conhecia de cór os caminhos que ficavam no caminho da estrada principal.



"desapontei-o. falhei. ele esperava por mim."