" A minha estrela é doida! Coube-me nas sortes a Estrela-doida!" - José A. Negreiros -

segunda-feira, dezembro 06, 2004

ausentei-me um pouco para fugir.

sempre a tua memória volteou no meu cérebro. a espaços. obrigando-me a continuar. agora

lembro o ciúme. por vezes sentia-o com dor de garras cravadas. a jovem da voz arrastada era mais velha. estudava direito. falavas dela. não queria perguntar.
perguntei.


jealousy


"minha tontinha. não. ela é inteligente. luta pelas mesmas causas. as nossas."

"mas fazer teatro com aquela voz?"

"é lá da família de alta burguesia onde nasceu. tiques que ficam. conhece-a melhor e gostas dela".

eu não queria gostar.

só não queria os ciúmes. lembravam-me a mulher. a mãe de pedra que não conseguia ter ao colo mais que o ciúme que sempre acalentava.

não!

preferi acreditar.

no entanto pela força de amar tinha eu crecido. era mulher.

"da voz dela não gosto. parece que bebeu demais e está a disfarçar".

riste. enquanto eu brincava com a água de limpar o pára-brisas . enchias sempre o depósito par mim.

"promete que vais ver a raposa e as uvas . nunca me viste em palco. é muito importante para mim".

"vou claro. sabe que sozinha não me deixam..."

"terei eu próprio os bilhetes à entrada do teatro. preciso ver-te antes. dás-me força."

"verá!".



3 Brilhos:

Blogger Yardbird disse...

Gostei muito que voltasses :-) Beijos

3:23 da tarde

 
Blogger Madalena Pestana disse...

:) Foi mais forte que eu. Só por um pouco. Bjs.

3:25 da tarde

 
Blogger Maria Branco disse...

Sim, é muito bom ter-te de volta, poder ler-te, encontrar-me nas tuas belas palavras. Obrigada! Um beijo enorme.....

7:30 da tarde

 

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