" A minha estrela é doida! Coube-me nas sortes a Estrela-doida!" - José A. Negreiros -

terça-feira, novembro 23, 2004

um dia ouvi o pai, tinha uma voz linda! dizer à mulher

"deixa-a ir a Setúbal. aquele homem nunca lhe fará mal! ou preferes que ela morra para aí, capricho teu? deixa-a ir. vai cedinho e volta cedo e pronto. ela sabe a cidade. toda a gente a conhece".

não me foi fácil. já se me fora a energia quase toda. mas tinha de saber!

não queria acreditar que não merecesse ao Amigo uma palavra apenas. esse pouco.

esse não era ele!

dias passados, quando a mulher acedeu por fim, eu corri à procura da verdade. ainda assim, com medo de perder.

de caminho encontrei o carteiro "tem correio para mim?" "outra vez? ainda ontem teve. os selos andam caros... para a semana há mais, menina".

"a teia! foram elas! eu sabia! o mestre nunca se esqueceria assim!".

a raiva devolveu-me a energia gasta. uma raiva que ainda neste momento me aquece a pele do rosto e acelera o pulso.

perdoei. não, nunca esqueci.


2 Brilhos:

Blogger Maria Branco disse...

Nunca se esquece... Quando se perdoa, deixa apenas de doer.. tanto.

1:56 da tarde

 
Blogger Madalena Pestana disse...

É Maria, não deixa de doer...

:)

2:12 da tarde

 

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